Encontro nacional contra pagamento nas SCUT agendado para 25 de Setembro
Sic Online - 09-09-2010

Comissões e movimentos de utentes manifestram hoje o seu desagrado à resolução do Conselho de Ministros que fixa a cobrança de portagens nas autoestradas SCUT (Sem Custos para o Utilizador). O porta-voz do movimento contra a introdução de portagens nas SCUT do norte (Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata), por exemplo, disse hoje que os utentes não vão "baixar os braços" e que serão definidas novas formas de luta.

O movimento contra a introdução de portagens nas Scuts "não vai baixar os braços e vamos agendar uma reunião, que envolva todas as comissões de utentes do país, para definirmos outras formas de luta", disse à agência Lusa o porta voz do movimento a norte, José Rui Ferreira.

O porta-voz do movimento adiantou que o encontro está marcado para o dia 25 de setembro, em local a definir. "Aí vamos analisar todo este processo e definir como vamos reagir contra a introdução de portagens", adiantou.

Comissão das A25, A23 e A24 promete "luta"

A Comissão de Utentes Contra as Portagens nas autoestradas A25, A23 e A24 promete "luta" contra a decisão do Governo.

"O Governo escolheu o confronto com as gentes dos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu. Escolheu a via do confronto, e vai tê-lo. Vai ter a luta na rua", disse hoje à Lusa Francisco Almeida, porta-voz daquela Comissão.

Francisco Almeida adiantou que para além do abaixo assinado que está em curso, a Comissão de Utentes Contra as Portagens nas autoestradas A25 (Aveiro-Vilar Formoso), A23 (Guarda-Torres Novas) e A24 (Viseu-Chaves) irá "avançar com outras formas de luta".

"A luta das populações vai ser determinante para obrigar o Governo a mudar de atitude", disse o responsável, recordando que "em 2004 também era dado como certo que haveria portagens e até hoje ainda não vi portagens nas autoestradas" que servem a região.

Buzinões, marchas lentas e cortes de estrada

Francisco Almeida, que também é dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro em Viseu, disse que no seguimento da decisão hoje tomada pelo Governo "a luta vem aí" e que "pode passar por buzinões, marchas lentas e cortes de estradas".

"Vai ser duro. O Governo escolheu o confronto e vai tê-lo", assegurou o porta-voz, adiantando que as ações de protesto a realizar nesta zona do interior do país serão anunciadas "nos próximos tempos".

Utentes da A28 lançam apelo aos autarcas

O porta voz dos utentes da A28, Jorge Passos, apelou hoje aos autarcas servidos por aquela autoestrada para se unirem na luta contra a anunciada introdução de portagens naquela autoestrada, usando "todas as armas legais ao seu alcance".

"Está na hora de os autarcas, desde presidentes de junta a presidentes de câmara, se unirem e, conjuntamente com os movimentos de cidadãos, fazerem tudo o que estiver ao seu alcance, usarem todas as armas legais, para lutar contra as portagens", disse à Lusa, Jorge Passos.

"Governo vai recuar", dizem utentes da A42

A comissão de utentes da A42 (Porto-Lousada) acredita que o Governo vai recuar na decisão de cobrança de portagens nesta SCUT "quando for confrontado com os protestos da população", disse hoje à Lusa o ativista Gonçalo Oliveira.

"O Governo já anunciou não sei quantas vezes que ia avançar com as portagens e depois acaba por recuar. Acredito que vai voltar a fazê-lo quando assistir aos protestos da população. Nós já estamos habituados a isto", afirmou o representante dos utentes.

A A42 liga a Área Metropolitana do Porto à região do Vale do Sousa.

Gonçalo Oliveira defende que a região está a enfrentar "uma crise económica e social sem precedentes" e que esta decisão do Governo, por ser "injusta e lamentável", vai gerar "uma onda de protestos".

Para o ativista, a insatisfação vai estender-se a outras regiões do país em cujas SCUT está prevista a introdução de portagens.

"Vamos reunir-nos no dia 25, provavelmente em Matosinhos, para decidir quais as ações a tomar. Vão estar connosco comissões de utentes de todo o país e logo veremos os que fazer para prosseguir a nossa luta", garantiu Gonçalo Oliveira.

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